As terras que atualmente formam o município de Santa Inês
eram, originalmente, habitadas por povos indígenas. Entre eles destacavam-se os
Amanajés e os Guajajaras. Os Guajajaras, que são remanescentes da grande nação
Tupi-Guarani, ainda hoje vivem em aldeias próximas a Santa Inês, localizadas no
município de Bom Jardim.
Nesse período, essas terras faziam parte da Colônia de São
Pedro, também conhecida como Pindaré Mirim. Essa colônia foi criada em 1839 com
o objetivo de promover o desenvolvimento agrícola do vale do rio Pindaré,
especialmente por meio da implantação de engenhos e do cultivo da
cana-de-açúcar.
Com a chegada dos colonizadores, os povos indígenas que
habitavam a região passaram, gradualmente, a se afastar de seus territórios
tradicionais. Em 1879, chegaram ao local onde hoje se encontra o município de
Santa Inês os colonizadores Mani Viana e Severino Costa. Ambos eram senhores de
escravos, prática então comum entre os senhores de engenhos e fazendas
dedicadas à produção de cana-de-açúcar no Brasil durante os períodos colonial e
imperial.
Em razão do grande contingente de escravos de origem
africana trazidos por esses colonizadores, a colônia ficou conhecida como Centro
dos Pretos, denominação que reflete o contexto social e econômico da época,
marcado pela exploração do trabalho escravo.
A presença do povo Amanajé é reconhecida e valorizada na história local. Essa presença está registrada, inclusive, na letra do hino municipal de Santa Inês. A primeira estrofe do hino relembra o período anterior à colonização, destacando a ocupação indígena da região:
Atualização: 25/12/2025
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